Flamengo na Libertadores – Performances anteriores

No dia 27 de Novembro de 2021, o Flamengo vai a Montevidéu enfrentar o Palmeiras no jogo que pode dar ao rubro-negro seu terceiro título na Libertadores da América. A segunda final do clube carioca em três anos na competição continental é fruto de um trabalho de longo prazo. O torcedor, outrora machucado por anos ruins, se acostumou a ver o Flamengo na Libertadores. Hoje, vamos relembrar as participações do Mengão no campeonato mais importante do continente.

Se você perguntar a qualquer flamenguista quantas Libertadores o Flamengo tem, a resposta estará na ponta da língua: são dois títulos conquistados, em duas finais disputadas: 1981, no time de estrelas liderado por Zico, e 2019, na épica final vencida de virada, contra o River Plate, com dois gols de Gabigol.

Mas para chegar aos dois títulos, a caminhada do Flamengo na Libertadores foi longa. Até hoje, foram 17 participações, o que faz do clube carioca o quarto brasileiro que mais disputou a competição, atrás apenas de Cruzeiro (18), Grêmio (21), Palmeiras (21) e São Paulo (22). Vamos, então, relembrar as campanhas e números do rubro-negro na competição.

Números gerais do Flamengo na Libertadores

Antes de relembrar as campanhas do Flamengo na Libertadores, veja alguns números importantes do clube na principal competição do continente: até hoje, o Flamengo já entrou em campo 148 vezes na Libertadores. São 81 vitórias, 32 empates e 35 derrotas, para um aproveitamento de 62% dos pontos.

O rubro-negro já balançou as redes 282 vezes na Libertadores, e sofreu 169 gols. Até agora, na edição de 2021, o Flamengo tem seu melhor aproveitamento na história da competição. Em 12 jogos, foram 9 vitórias e 3 empates, com 83% de aproveitamento. Se for campeão no dia 27, conquistará seu primeiro título invicto na competição.

bandeira-do-flamengo

Título logo na primeira participação

Logo em sua estreia na competição continental, o torcedor rubro-negro pode sorrir. A trajetória do Flamengo na Libertadores começou com título, lá em 1981. Classificado por ter sido campeão brasileiro em 1980, o time carioca comandado por Zico fez 14 jogos na competição: foram 9 vitórias, 4 empates e apenas uma derrota.

O Flamengo de 1981, que até hoje povoa a memória da nação rubro-negra, marcou 28 gols e sofreu 13 naquela Libertadores. Zico foi o artilheiro da competição, com 11 gols.

Na fase de grupos daquela Libertadores, o Flamengo precisou de um jogo-extra contra o Atlético Mineiro para se classificar. Essa partida terminou ainda no primeiro tempo, quando o árbitro José Roberto Wright expulsou vários jogadores atleticanos. O rubro-negro acabou vencendo por WO e avançando na competição.

Na fase semifinal, o Flamengo venceu todas as partidas de um triangular contra Jorge Wilstermann e Deportivo Cali. Já na grande final, venceu o Cobreloa, do Chile, em um jogo desempate no estádio Centenário, o mesmo palco da final de 2021. Zico marcou os dois gols da vitória por 2×0 que deram o primeiro título ao Flamengo na Libertadores.

Depois da taça, um longo jejum

  • Depois de ser campeão logo em sua primeira participação, o torcedor rubro-negro passou décadas vendo o time patinar na Libertadores. Ainda nos anos 80, os cariocas jogaram a competição em outras três oportunidades, mas não passaram da segunda fase.
  • Em 1984, inclusive, a única derrota no campeonato, para o Grêmio, em Porto Alegre, foi o suficiente para eliminar o Flamengo na Libertadores.
  • Nos anos 90, o rubro-negro só disputou o torneio continental em duas oportunidades: em 1991 e 1993. Nas duas ocasiões, foi eliminado nas quartas de final, por Boca Juniors e São Paulo, respectivamente.

De 1993 a 2002, a torcida do Mengão viveu o maior período de seca na competição: foram 9 anos sem ver o Flamengo na Libertadores. Quando voltou, o rubro-negro não matou a saudade da nação. A participação de 2002 foi a pior do clube na história da competição. Foram 6 jogos, apenas uma vitória, o pior saldo de gols (-3) e o pior aproveitamento (22%) do time no torneio.

Os traumas antes da glória

Antes de se tornar a maior potência no futebol da América do Sul e chegar ao bicampeonato da Libertadores, o Flamengo colecionou alguns traumas na competição no início do século. Entre 2007 e 2019, foram 7 participações, com três quedas na fase de grupos, três nas oitavas de final e uma nas quartas de final.

Com certeza, a mais doída delas para o torcedor rubro-negro é a de 2008. Naquele ano, o Flamengo, com a segunda melhor campanha na fase de grupos, enfrentou o América do México nas oitavas de final e venceu o primeiro jogo, fora de casa, por 4×2. Com a classificação muito bem encaminhada, o jogo da volta parecia protocolar. O América, porém, com uma atuação inesquecível do atacante Salvador Cabañas, venceu por 3×0 no Maracanã e eliminou o Flamengo do campeonato.

Flamengo na Libertadores 2019: um bicampeonato incontestável

Depois de tanto sofrer, a torcida rubro-negra pode finalmente mudar, em 2019, a resposta para a pergunta de sempre: quantas Libertadores o Flamengo tem? A campanha do bicampeonato teve 13 jogos, com 7 vitórias, 3 empates e 3 derrotas. O time carioca marcou 24 gols e sofreu apenas 10.

Depois de se classificar em primeiro lugar no seu grupo, o Mengão passou pelo Emelec, nos pênaltis, nas oitavas de final. Nas quartas, o adversário foi o Internacional, com vitória no Rio e empate em Porto Alegre. Na semifinal, outro adversário gaúcho: depois de empatar no Rio Grande do Sul, o rubro-negro fez 5×0 no jogo de volta.

Na grande final, Flamengo x River Plate em Lima, no Peru. Os argentinos venciam por 1×0 até os 44 minutos do segundo tempo. Aí, brilhou a estrela de Gabigol. Com um gol aos 44 e outro aos 47 do segundo tempo, o atacante sacramentou a virada, garantiu o bicampeonato e cravou seu nome na história rubro-negra. Depois de cair nas oitavas de final para o Racing, em 2020, o Flamengo está mais uma vez na grande decisão da Libertadores. No dia 27 de novembro, entrará em campo contra o Palmeiras em busca do tri. 

Na campanha deste ano, os cariocas se classificaram em primeiro de seu grupo e já deixaram para trás Defensa y Justicia (Argentina), nas oitavas de final, Olímpia (Paraguai), nas quartas, e Barcelona (Equador) nas semifinais. Junto ao craque Michael que vem sendo destaque na equipe, agora falta apenas um jogo para bordar mais uma estrela continental na camisa.

Confira aqui as maiores torcidas do Brasil >>